Erros comuns na compra de embalagens plásticas
- Aldoplast

- 23 de jan.
- 3 min de leitura
A compra de embalagens plásticas costuma ser tratada como uma decisão simples, muitas vezes baseada apenas em preço, prazo ou repetição de pedidos anteriores. No entanto, na prática industrial, esse tipo de abordagem é uma das principais causas de problemas operacionais, retrabalho e custos que não aparecem imediatamente no orçamento.
Grande parte dos erros na compra de embalagens plásticas não está relacionada à má qualidade do material em si, mas à falta de análise técnica e de alinhamento entre a embalagem e a aplicação real. Entender esses erros é o primeiro passo para evitá-los e transformar a embalagem em um elemento que contribua para a eficiência do processo, e não o contrário.

Comprar embalagem olhando apenas o preço
Um dos erros mais comuns é comparar embalagens plásticas exclusivamente pelo preço unitário ou pelo valor do quilo. Embora o custo seja um fator importante, ele não pode ser o único critério de decisão.
Quando a embalagem é escolhida apenas pelo menor preço, geralmente não se avaliam aspectos como resistência adequada, desempenho durante o manuseio, comportamento no transporte ou impacto de uma eventual falha. O resultado costuma aparecer depois, na forma de perdas, retrabalho, atrasos e reclamações, elevando o custo total da operação.
Presumir que a embalagem “é sempre a mesma”
Outro erro recorrente é repetir o mesmo pedido por hábito, assumindo que a embalagem continuará funcionando da mesma forma indefinidamente. Processos industriais mudam, produtos evoluem, volumes aumentam e condições logísticas se alteram com o tempo.
Quando a embalagem não acompanha essas mudanças, começam a surgir falhas que muitas vezes são atribuídas à produção, ao transporte ou ao operador, quando na verdade a origem do problema está na especificação que deixou de ser adequada à realidade atual.
Não considerar a aplicação real da embalagem

A embalagem plástica precisa ser pensada para a aplicação específica em que será utilizada. Ignorar fatores como ambiente de uso, tipo de produto embalado, frequência de manuseio, empilhamento e transporte é um erro que compromete diretamente o desempenho.
Duas embalagens visualmente semelhantes podem se comportar de maneira completamente diferente dependendo da aplicação. Sem essa análise, corre-se o risco de escolher uma solução que funciona bem em teoria, mas falha no dia a dia da operação.
Acreditar que espessura é sinônimo de resistência
A ideia de que uma embalagem mais espessa é sempre mais resistente ainda é muito comum, mas nem sempre corresponde à realidade. A resistência de uma embalagem plástica depende de uma combinação de fatores, como tipo de material, formulação, processo produtivo, tipo de solda e aplicação final.
Optar por uma embalagem mais grossa sem critério técnico pode resultar em aumento de custo sem ganho real de desempenho, além de dificultar o manuseio e gerar desperdício de material.
Ignorar o impacto da embalagem na operação e na logística
A embalagem não protege apenas o produto, ela também influencia diretamente o fluxo operacional e logístico. Dimensões inadequadas, falta de padronização ou baixa resistência podem gerar problemas no armazenamento, no empilhamento e no transporte.
Quando esse impacto não é considerado no momento da compra, a embalagem acaba se tornando um gargalo, afetando produtividade, prazo e até a imagem da empresa junto ao cliente final.
Tratar a embalagem como um item isolado
Outro erro frequente é enxergar a embalagem como um item desconectado do processo produtivo. Na realidade, ela faz parte da operação como um todo e deve ser analisada em conjunto com produção, qualidade, logística e uso final.
Quando a compra de embalagens plásticas é feita sem essa visão integrada, decisões importantes acabam sendo tomadas sem considerar seus efeitos em outras etapas do processo.
Como evitar esses erros na compra de embalagens plásticas
Evitar esses erros passa, principalmente, por mudar a forma como a embalagem é encarada. Mais do que um custo, ela deve ser vista como um componente técnico do processo industrial.
Avaliar a aplicação real, revisar periodicamente a especificação, considerar o custo total da operação e contar com fornecedores que atuem de forma consultiva são medidas que reduzem riscos, evitam retrabalho e trazem mais previsibilidade ao dia a dia.
Uma embalagem bem especificada dificilmente chama atenção, justamente porque cumpre sua função sem gerar problemas. Esse é, na prática, o melhor indicativo de uma boa decisão de compra.




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